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Funcionário do BB que se mudar terá incentivo 

 

Banco do Brasil iniciou ontem uma nova etapa da reestruturação, assim como antecipou o Correio, em 8 de dezembro de 2017. Mais enxuta que a anterior, a reformulação terá foco no remanejamento de pessoal entre as diversas praças para reforçar o atendimento aos clientes onde há maior demanda. Os empregados que aceitarem a mudança receberão um incentivo financeiro para o deslocamento e, em alguns casos, podem ser até promovidos.

 Como incentivo, os funcionários podem receber aumento salarial de até 60%, por um ano, para mudar de praça. Esse incentivo valerá para quem se transferir para um dos 150 municípios que a instituição definiu como estratégicos. Além disso, o banco público reforçará o atendimento em escritórios especializados para pessoas físicas e jurídicas e para o agronegócio.

 Atualmente, 72,1% do total de acessos às contas é feito por dispositivos móveis e por computadores. Mais de 21 milhões de clientes, entre pessoas físicas e empresas, utilizam esses canais. Em março de 2011, eram 11,4 milhões. Portanto, houve um crescimento de 89% em seis anos.

 Serão abertas 86 unidades digitais para pessoas físicas e 40 agências físicas para atendimento a empresas em todo o país. O Distrito Federal receberá um novo ponto focado na prestação de serviço para pessoas jurídicas em Ceilândia.

 Também receberão novas agências para o atendimento de empresas os municípios goianos de Itaja e Indiana. Além desses, São Gabriel da Cachoeira (AM), Conchas (SP), Arinos (MG) e Itaobim (MG) ganharão novos pontos de atendimento focados em serviços para empresas.

 Gerentes

 O banco quer aumentar em 1.267 o número de gerentes e assistentes especializados nos segmentos pessoa física, empresas e agronegócios, o que possibilitará que 800 mil novos clientes passem a ser atendidos pelos modelos digitais do BB. Esse grupo deve ser dividido entre 817 carteiras. Atualmente, a instituição financeira possui 4,6 milhões de clientes pessoas físicas em 8.230 carteiras. Além disso, a empresa pública presta serviço para outras 600 mil empresas, em 3.830 carteiras.

 O presidente do BB, Paulo Rogério Caffarelli, detalha que o processo iniciado é diferente do que ocorreu no fim de 2016. Segundo informou, naquela oportunidade a meta do banco era reduzir despesas. Com isso, houve o desligamento incentivado de 9.408 empregados e o fechamento de 402 agências. Caffarelli explica que agora a medida quer aperfeiçoar o atendimento aos clientes, sem o aumento de despesas.

 A instituição financeira ainda criará três centrais de atendimento, em Recife (PE), Ribeirão Preto e Florianópolis (SC), para demandas de clientes e para dúvidas de funcionários em agências. "Também vamos reforçar as equipes onde o atendimento está estrangulado, com remanejamento de empregados", destaca Caffarelli.

 Além disso, o presidente do BB ressalta que não haverá qualquer demissão. "Nossa meta de saída de funcionários é zero. Não queremos que nenhum funcionário saia do banco", diz. Após a conclusão desse processo de remanejamento de pessoal, previsto para ocorrer em até três semanas, a instituição financeira validará o Plano de Adequação de Quadros, exclusivo para o excedente de empregados de algumas praças.

 Os pedidos de desligamento incentivado serão realizados entre 8 e 26 de janeiro. Somente após o resultado do remanejamento é que as solicitações serão ou não atendidas. O BB pagará até 10 salários-base por empregado, com teto de R$ 200 mil. Esse valor considerará a indenização, a multa rescisória, aviso-prévio e ressarcimento do plano de saúde.

 Mudanças

 Antes da primeira reestruturação, o BB gastava com a folha de pagamento pelo menos R$ 3 bilhões a mais que os concorrentes diretos. No primeiro semestre de 2016, a instituição desembolsou R$ 9,3 bilhões com a remuneração dos empregados. No mesmo período, os salários dos funcionários, somados aos encargos e benefícios, custaram ao Bradesco R$ 6,5 bilhões, e ao Itaú Unibanco, R$ 5,8 bilhões.

 O balanço do terceiro trimestre do BB mostrou que as medidas tomadas no fim do ano passado influenciaram positivamente a rentabilidade da instituição. Nos nove primeiros meses de 2017, em comparação com o mesmo período do ano passado, as despesas com pessoal encolheram 5,7%, passando de R$ 15 bilhões para R$ 14,1 bilhões. Já as despesas administrativas caíram 2,8%, de R$ 24,2 bilhões para R$ 23,5 bilhões. Com isso, o lucro líquido teve expansão de 11,8% e subiu de R$ 7 bilhões para R$ 7,9 bilhões.

 Além de melhorar os resultados, o BB tem sido beneficiado pela retomada da geração de empregos e do crescimento. A inadimplência das operações de crédito acima de 90 dias caiu de 4,11%, no segundo trimestre, para 3,94% no terceiro trimestre deste ano, em movimento que interrompeu a trajetória ascendente iniciada em dezembro de 2016.

 

 

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