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Não fazia nem duas semanas que os depoimentos de Marcelo Odebrecht e Emílio Odebrecht tinham sido escancarados. Ainda estavam quentes, fedendo, embrulhando o estômago de toda a sociedade diante da naturalidade com a qual relataram o modus operandi para corromper todas as esferas do Estado, de vereadores a prefeitos, de deputados a senadores, de governadores a presidentes. PT, PSDB, PMDB e a elite econômica do País envolvidos nos mais variados esquemas. Ufa!, pensava a maioria, pelo menos tudo está sendo passado a limpo. Mas eis que, na semana passada, uma notícia nos fez voltar à realidade: vai demorar muito para o Brasil da Lava Jato entrar nos eixos.

 

Na terça-feira, 25 de abril, o jornal Folha de São Paulo denunciou que a concorrência pela conta de publicidade do Banco do Brasil, estava manchada, com fortes indícios de que teria havido acerto para favorecer uma das três agências de publicidade vencedoras. No caso, a paulistana Multi Solution. Quatro dias antes dos envelopes serem abertos, o jornal já sabia o resultado. Registrou a informação em cartório e publicou uma mensagem cifrada em sua seção de classificados. Depois de o Banco do Brasil revelar os vencedores, Multi Solution, Z+ e Nova/SB, a Folha publicou a reportagem. A disputa pela conta do maior banco estatal do País envolve muitos interesses e, acima de tudo, muito dinheiro.

 

São R$ 500 milhões por um ano, com a possibilidade de prorrogar o negócio por um limite de 60 meses, o que resultaria em um montante superior a R$ 2,5 bilhões. Devido à repercussão que o caso ganhou, o Banco do Brasil emitiu uma nota dizendo que "o processo de licitação para escolha das novas agências de publicidade não está finalizado e obedece rigorosamente a legislação. A definição das classificadas seguiu critérios técnicos, conforme parâmetros previstos em edital público." E prosseguiu. "Para que não pairem dúvidas, o Banco do Brasil, tão logo tomou conhecimento da reportagem, iniciou auditoria interna para apuração das notícias divulgadas, cujo resultado será determinante para finalização da licitação. O Banco do Brasil não hesitará em adotar qualquer outro procedimento que julgar necessário."

 

A Multi Solution também se posicionou. "Com relação às recentes notícias veiculadas sobre processo licitatório conduzido pelo Banco do Brasil, a empresa afirma que, em concorrência acirrada, obteve a melhor pontuação seguindo todos os parâmetros legais e rigorosos critérios técnicos, definidos previamente em edital." É justamente nos parâmetros técnicos que residem as maiores dúvidas. A mesma Multi Solution ficou em último lugar dentre 26 agências que disputaram a conta de publicidade da Presidência. Ou seja, não preencheu os requisitos mínimos nem para estar entre as dez primeiras.

 

A agência também não conta com escritório em Brasília, onde fica a sede do Banco do Brasil, e, mesmo assim, obteve uma nota de 13,08 de um total possível de 15 no quesito atendimento. Não se pode ainda acusar nenhum dos lados. As dúvidas, no entanto, pairam no ar. Em um passado não muito distante, a verba publicitária da Visanet, atual Cielo, da qual o mesmo Banco do Brasil era acionista, foi usada para abastecer a agência de Marcos Valério, o famoso operador do Mensalão. Munido de uma montanha de dinheiro, mais precisamente R$ 73,8 milhões, ele regava a engrenagem do esquema do PT e molhava as mãos de políticos de vários partidos em Brasília.

 

Henrique Pizzolato, então diretor de marketing do BB, o responsável pelo desvio, foi julgado e condenado. Fugiu para a Itália, foi capturado e hoje cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. Com um histórico como esse e com a Lava Jato batendo à porta de corruptos e corruptores dia sim, dia não, era de se esperar maior transparência em licitações como essa. Afinal, como os romanos já diziam, "à mulher de Cesar não basta ser honesta, deve parecer honesta."

 
 

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